Gólgota Juvenil no Centro Social de Sanfins

Hoje dia 5 de Abril, o Gólgota Juvenil, fez uma pequena demonstração da Via Sacra Jovem, um espectáculo que vai estar em cena no Cineteatro António Lamoso no sábado dia 6 de Abril, para os idosos do Centro Social de Sanfins, uma experiência única, cheia de emoção, a interacção das crianças para com os idosos foi um momento verdadeiramente especial!

 

 

33º Aniversário Gólgota

33 anos... De histórias, vidas e pessoas!
A 29 de março de 1991, sexta-feira santa, nascia o Gólgota com a encenação de quadros na Via Sacra.
Hoje, 33 anos depois, também sexta-feira santa, queremos viver e continuar a ser expressão cultural e social da espiritualidade passionista.
Parabéns aos que dão corpo, voz e alma ao Grupo Gólgota.
Que seja Para Muitos Bens!

 

Dia Mundial do Teatro – 2024

O dia 27 de Março é marcado mundialmente pelo International Theatre Institute- ITI como o dia Mundial do Teatro.

Anualmente, uma personalidade é convidada para partilhar as suas reflexões acerca do Teatro e da harmonia internacional. Em 2024, a mensagem cabe a Jon Fosse, dramaturgo e escritor Nobel da Literatura.

Deixamos aqui a mensagem.

Arte é Paz

Cada pessoa é única e, ao mesmo tempo, como qualquer outra. O nosso aspeto exterior é diferente do de toda a gente, e isso é bom e está bem, mas há também algo em cada um de nós que pertence exclusivamente a cada indivíduo – e que é essa pessoa isoladamente. Podemos chamar-lhe o espírito, ou a alma. Ou então podemos não o rotular com palavras, de todo.

Mas ao mesmo tempo que não somos parecidos uns com os outros, também somos todos parecidos. As pessoas de todas as partes do mundo somos fundamentalmente semelhantes, independentemente da língua que falamos, da cor de pele e da cor de cabelo que temos.

Isto pode ser uma espécie de paradoxo: que sejamos completamente parecidos e totalmente diferentes ao mesmo tempo. Talvez uma pessoa seja intrinsecamente paradoxal, na sua ligação entre corpo e alma – Nós abarcamos tanto a existência mais tangível e terra-a-terra, como também algo que transcende estes limites terrenos e materiais.

A arte, a arte boa, organiza-se de forma maravilhosa para combinar aquilo que é totalmente único com aquilo que é universal. Ao fazê-lo, a arte atravessa as barreiras entre línguas, regiões e países. Congrega não apenas as qualidades individuais de cada pessoa mas também, noutro sentido, as caraterísticas individuais de cada grupo de pessoas, por exemplo, de cada nação.

A arte faz isto não através da equalização das diferenças, tornando tudo igual mas, pelo contrário, mostrando-nos aquilo que é diferente de nós mesmos, o que nos é alheio ou estrangeiro. Toda a arte boa contém precisamente isso: algo que é alheio, algo que não conseguimos compreender completamente e que, mesmo assim e ao mesmo tempo, compreendemos de certa forma. Ela contém um mistério, por assim dizer. Algo que nos fascina e nos leva para além dos nossos limites e, ao fazê-lo, a arte cria uma transcendência que toda a arte tem de conter e para a qual ela tem de nos levar.

Não conheço melhor forma de juntar os opostos. É a abordagem exatamente oposta de todas os conflitos violentos que vemos no mundo com demasiada frequência, a mesma que indulta a tentação destrutiva de aniquilar tudo o que é estrangeiro, tudo o que é único e diferente, frequentemente através da utilização das invenções mais desumanas que a tecnologia já pôs à nossa disposição. Há terrorismo no mundo. Há guerra. Porque também temos um lado animalesco, instigado pelo instinto de experienciarmos o outro, o estrangeiro, mais como uma ameaça à nossa existência, do que como um mistério fascinante.

É assim que a autenticidade – aquelas diferenças que todos podemos ver – desaparecem, deixando atrás de si uma mesmice coletiva para a qual tudo o que é diferente é visto como uma ameaça que tem de ser erradicada. Aquilo que é visto de fora como uma diferença, por exemplo na religião ou na ideologia política, torna-se algo que precisa ser derrotado e destruído.

A guerra é a batalha contra aquilo que está profundamente no nosso íntimo: algo único. E é também a batalha contra a arte, contra aquilo que está profundamente no íntimo de toda a arte.

Tenho mencionado a arte em geral, e não o teatro ou a dramaturgia em particular, mas isso é porque, como já disse, toda a arte boa, no fundo, orbita sobre a mesma ideia: pegar naquilo que é totalmente único, totalmente específico, e torná-lo universal. Unindo o particular com o universal através de formas de o expressar artisticamente: sem eliminar a sua especificidade e deixando brilhar claramente aquilo que é estrangeiro e não familiar. A guerra e a arte são opostas, tal como a guerra e a paz são opostas – é tão simples quanto isto. Arte é paz.

Traduzido por: Ricardo Simões | Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana / PORTUGAL

Encenações na Semana Santa dos últimos passos de Cristo pretendem «traduzir o Evangelho para uma linguagem compreensível”

O padre César Costa, responsável pela programação da Semana Santa em Santa Maria da Feira (diocese do Porto), afirmou que as tradicionais encenações que decorrem nesta época são uma forma de “traduzir o Evangelho para uma linguagem compreensível”.

“Através do teatro e da arte, pretendemos isso mesmo, que essas recriações dos últimos dias da vida terrena de Jesus ganhem vida, corpo e voz, através de pessoas de hoje para podermos anunciar. Aliás, é essa a missão dos Passionistas, anunciar a paixão de Cristo aos homens de hoje”, disse o sacerdote da Congregação da Paixão de Jesus (Passionistas), em entrevista, transmitida hoje no Programa ECCLESIA, na RTP2.

O grupo Gólgota é o responsável por realizar as encenações dos últimos passos de Cristo em Santa Maria da Feira e é constituído por um grupo de leigos ligados aos Missionários Passionistas, um projeto social, cultural e de evangelização.

“O Grupo Gólgota nasceu em 91 como um grupo de voluntários para encenar dois quadros na Via Sacra, o princípio e o fim, numa Via Sacra que a paróquia organizava. Aos poucos foi crescendo e em 98 criou esse conceito de Semana Santa em Santa Maria da Feira. Não porque ela não existisse antes, mas um programa único que congregava diversas forças vivas, a paróquia, a Santa Casa da Misericórdia, o Grupo Gólgota, os missionários Passionistas e também a Câmara Municipal”, explicou o padre César Costa, coordenador do grupo.

Realizada em quatro pontos da cidade, a Entrada Triunfal de Jesus em Jerusalém, que decorreu no domingo com cerca de 200 atores, é um dos momentos encenados, a que se junta a Via-Sacra, que assinala este ano a 47ºatuação, na Sexta-feira Santa.

Padre César Costa

“Não obstante a quantidade de gente que tivemos na entrada triunfal, a verdade é que a Via-Sacra é o clímax. Não só pelo que celebramos nela, mas porque é a que atrai mais gente. Milhares de pessoas acorrem a Santa Maria da Feira, vindas de fora da localidade, para viver este momento único em que os próprios monumentos da cidade se tornam um palco privilegiado para ver estes quadros da Via-Sacra”, esclarece o religioso.

O Castelo da Feira, adianta o padre César Costa, serve de palco para a recriação, com a muralha como pano de fundo para a crucificação, morte e ressurreição de Jesus: “Aliás, dá-nos a ideia de que esse Jesus é crucificado precisamente fora da muralha, como aconteceu quando foi o próprio Jesus. É toda esta envolvência, com a ajuda técnica, que nos permite viver com intensidade estes momentos únicos”.

A Procissão das Endoenças é outro dos destaques da Semana Santa e faz parte dos Estatutos da Santa Casa da Misericórdia.

“Onde vemos uma Santa Casa da Misericórdia, vemos de certeza uma procissão das Endoenças. Se não existe, existiu muito provavelmente. Em Santa Maria da Feira, há mais de 300 anos, de forma documentada, temos esta Procissão das Endoenças que, como o próprio nome indica, nos convida à indulgência, ao perdão”, indica o responsável.

No núcleo de atores está também incluída a geração mais nova, definindo o padre César Costa como “extraordinária” a quantidade de jovens e crianças que se envolvem.

“Descobrem que é possível aceder à fé, é possível aprofundar a fé também através do teatro. E é curioso, porque depois no contacto com eles vemos como tantas vezes dizem ‘ai não tinha percebido esta passagem do Evangelho. Afinal, Jesus era assim mais próximo’. E, portanto, esta forma de perceberem a fé, depois traduz-se na alegria com que vivem estes Mistérios”, conta.

Foto: Câmara Municipal de Santa Maria da Feira

A vivência do ciclo celebrativo em Santa Maria da Feira está agora contido num livro, coordenado pelo padre César Costa, que se constitui um repositório de memórias, histórias e tradições vividas na primeira pessoa.

“A verdade é que é importante documentar tudo isso, não apenas para as gerações futuras, mas acima de tudo para que nós saibamos o que fazemos, porque quanto melhor o soubermos, melhor o podemos fazer. A verdade é que hoje cuida-se bastante do património material e esse é preciso preservar, mas aquilo que é património material, que depende das pessoas, não pode ser enclausurado, não pode ser fechado no tempo sob pena de morrer”, realça o sacerdote.

A obra “A Semana Santa de Santa Maria da Feira” inclui 12 histórias de nove autores, que falam “desde a Procissão das Endoenças às recriações históricas, desde as tradições religiosas à gastronomia, desde a arte como a música, até à envolvência do Museu de Santa Maria de Lamas”.

“O conjunto de autores que escreveu para este livro, prefaciado pelo D. Carlos Azevedo, todos eles feirenses, pretendem precisamente dar este legado e queremos continuar a estudar a Semana Santa da Feira”, salientou.

Sobre a entrega dos passionistas ao ciclo celebrativo como forma de evangelizar, o padre César Costa recorda que desde a fundação da congregação, em 1720, que o fundador São Paulo da Cruz sempre teve o desejo que religiosos meditassem e ensinassem a meditar a paixão de Cristo.

“A arte não é uma forma exclusiva de o fazer (evangelizar), mas é uma das muitas linguagens que podemos usar. E em Santa Maria da Feira, onde os passionistas estão desde 1965, têm procurado dar esse contributo, têm um cunho bastante passionista, que é acima de tudo os Mistérios centrais da fé cristã. Portanto, nós temos o privilégio, mas a responsabilidade de termos como missão anunciar a paixão, a morte e a ressurreição de Jesus, que é afinal de contas o momento mais importante do calendário cristão”, referiu.

 

Fonte: Agência Ecclesia

12 histórias de 9 autores mostram a singularidade da Semana Santa de Santa Maria da Feira

Foto: Câmara Municipal de Santa Maria da Feira

O livro «A Semana Santa de Santa Maria da Feira» vai ser apresentado este sábado, 16 de março, às 21h30, na Igreja da Misericórdia, pelo padre César Costa, coordenador da Semana Santa de Santa Maria da Feira e por Rui Ferreira, único membro português no Comité Científico da Rede Europeia de Celebrações da Semana Santa e Páscoa.

A obra conta 12 histórias que mostram a riqueza e expõem a singularidade da Semana Santa de Santa Maria da Feira, refere uma nota enviada à Agência ECCLESIA.

Os 9 autores, todos feirenses, (Diocese do Porto) que com contam histórias, revelam curiosidades, resgatam memórias e, desta forma, mantêm vivas as tradições pascais, o património cultural e a identidade local.

A obra conta com prefácio do bispo D. Carlos Azevedo, delegado do Comité Pontifico das Ciências Históricas.

São relatos na primeira pessoa, escritos com paixão, sobre as várias vertentes da Semana Santa de Santa Maria da Feira.

 

Fonte: Agência Ecclesia

 

 

Quaresma: Santa Maria da Feira tem celebrações de fé, cultura e tradição

Foto: Câmara Municipal de Santa Maria da Feira

O programa da Quaresma e da Semana Santa em Santa Maria da Feira (Diocese do Porto) é “diversificado e enriquecedor” refletido em 37 iniciativas culturais e religiosas.

Desde quarta-feira de Cinzas, 14 de fevereiro e até 07 de abril, que Santa Maria da Feira é um palco “vivo de fé, cultura e tradição que evoca a história do cristianismo”, lê-se numa nota enviada à Agência ECCLESIA.

A programação da Semana Santa de Santa Maria da Feira destaca-se pela sua “diversidade, contando com peças de teatro e recriações históricas que prometem emocionar, concertos que exploram diferentes sonoridades, uma exposição que convida à descoberta e à reflexão, a apresentação de um livro que perpetua memórias e a gastronomia que proporciona três viagens pelos sabores tradicionais da Páscoa com um toque de criatividade”, fazendo jus à designação de Cidade Criativa da UNESCO na área da Gastronomia.

O programa integra, igualmente, todas as celebrações religiosas a realizar durante o período de Quaresma, Semana Santa e Páscoa, nas três igrejas da cidade de Santa Maria da Feira.

Foto: Câmara Municipal de Santa Maria da Feira

O rigor, a emoção e o realismo que os cerca de 200 atores do Grupo Gólgota imprimem às três principais recriações históricas têm contribuído para a afirmação e projeção da Semana Santa de Santa Maria da Feira dentro e fora de portas: “Entrada Triunfal de Jesus em Jerusalém – na ‘cidade humana’” (24 de março, às 15h30, entre a Igreja Matriz e os Passionistas), a recriação da “Última Ceia, Getsémani e Sinédrio” (27 de março, às 21h30, no exterior do Museu Convento dos Loios), e a “Via Sacra” (29 de março, às 21h30, entre o Largo do Tribunal e o Castelo).

Pela antiguidade – afiançam que é organizada pela Misericórdia da Feira há mais de 268 anos – e pelo profundo pendor religioso, a Procissão das Endoenças é outro dos destaques da programação e acontece na Quinta-feira Santa, 28 de março, às 21h30, entre a Igreja da Misericórdia e a Igreja Matriz e caminho inverso.

Foto: Câmara Municipal de Santa Maria da Feira

O livro “A Semana Santa de Santa Maria da Feira” assume-se como um repositório de memórias, histórias e tradições vividas na primeira pessoa por vários autores que têm em comum o facto de serem feirenses.

Um legado para novas gerações que mostra a riqueza e expõe a singularidade da Semana Santa de Santa Maria da Feira. A apresentação desta obra, com prefácio do bispo D. Carlos Azevedo e posfácio de Amadeu Albergaria, presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, acontece no dia 16 de março, às 21h30, na Igreja da Misericórdia e está a cargo do padre César Costa, coordenador desta obra e da Semana Santa, e de Rui Ferreira, único membro português do Comité Científico da Rede Europeia de Celebrações da Semana Santa e Páscoa.

Foto: Câmara Municipal de Santa Maria da Feira

A peça de teatro “Da Manjedoura à Cruz” (sábado, 9 de março, às 21h30, no Cineteatro António Lamoso), a iniciativa Peregrinar pelas Igrejas e Capelas da Cidade de Santa Maria da Feira (dias 16 e 23 de março), a exposição “Via Crucis, O Caminho da Cruz” (patente até 7 de abril, no Museu de Lamas), o espetáculo “Via Sacra Jovem: a Alegria que Cria Raízes”, inspirado na Via Sacra da Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2023 (6 de abril, às 21h30, no Cineteatro António Lamoso) integram ainda esta edição da Semana Santa de Santa Maria da Feira que mais do que um evento religioso, é a celebração da identidade local, um encontro de gerações e um testemunho da vitalidade cultural do território.

Fonte: Agência Ecclesia

 

 

 

 

 

 

 

 

Santa Maria da Feira integra Rede Europeia de Celebrações da Semana Santa e Páscoa

Santa Maria da Feira acaba de ser integrada na Rede Europeia de Celebrações da Semana Santa e Páscoa.

A Rede Europeia de Celebrações da Semana Santa e da Páscoa é uma rota cultural que está a preparar a sua certificação perante o Conselho da Europa. É uma rede internacional de destinos turísticos que se destacam pela forma como os cristãos celebram a Semana Santa. O percurso é adotado pela associação Rede Europeia das Celebrações da Semana Santa e da Páscoa, que representa 21 cidades de seis países europeus diferentes.

Este é o reconhecimento da tradição herdada, e sobretudo do trabalho desenvolvido pelo Grupo Gólgota nos últimos anos com a ajuda inestimável dos seus parceiros (Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, Santa Casa da Misericórdia da Feira e da Paróquia de Santa Maria da Feira).

Workshop de Teatro – Semana Santa 2024

O passado dia 8 de Março foi marcado por um novo Workshop de Teatro especial Semana Santa. Com a formadora Patrícia Queirós, atriz que já integrou várias peças de teatro e participou em vários projetos de televisão e cinema, foi possível aos elementos presentes explorar e aprender novas técnicas de teatro num ambiente de confiança e curiosidade. Com um feedback muito positivo, será sem dúvida uma experiência a repetir brevemente.

From Workshop Semana Santa. Posted by Grupo Gólgota on 3/09/2024 (15 items)

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